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terça-feira, 19 de abril de 2016

Tenho de estudar e estou doente!!

Imagem de art, artistry, and cartoon
Estou com uma amigdalite e quem me dera arrancar estas amígdalas. Até para engolira a saliva sinto dor e a febre anda descontrolada. Ontem medi a temperatura, estava com 36,5 uma hora depois estava com 38,6. Enfim, o que vale e que a penicilina não doeu tanto como esperava.

quarta-feira, 13 de abril de 2016

domingo, 10 de abril de 2016

Diz-me algo.

Andaste a jogar na lotaria onde prêmio era o amor, e sabes que quem joga tanto perde tanto. 
Agora vagueias pelas ruas tristes do Porto e tocas saxofone para ver se ganhas uns trocos, sempre no mesmo canto perto da Torre dos Clérigos, vejo-te a tocar. Em 30 meses, disseste-me que já ganhaste 30 cêntimos, com um sorriso na cara. 
Num dos muitos dias, passei por lá a correr e tu olhaste para mim como se eu fosse uma nota gigante. No outro dia, chovia torrencialmente, estavas encharcado, ninguém estava parado para te ouvir e atirei para o teu chapéu 30 cêntimos que já mos devolveste.
No dia seguinte fui-te ouvir, com o café quente na mão e que se foda a escola, é só a primeira falta. Tocas-te tanto que nem reparei que detesto a música clássica, porque nos teus olhos prendidos aos meus existia aquele constrangimento de quem quer falar mas não fala. Já era noite e nenhum de nós se movia, o meu café já estava gelado e os teus braços cansados. 
Até que paraste.
E veio o silêncio.
Por favor, diz algo.
Diz-me algo.
Sacaste da tua mochila um caderno com poemas e deste-mo, eu ri-me tanto que se naquele momento tivesse lido um poema sobre mim ter-te-ia beijado, mas nem deu tempo para foliar o caderno todo porque dei por mim a beijar-te.

sábado, 2 de abril de 2016

Ainda esperam por mim?

O conceito de um blog tornou-se quase estrangeiro para mim! É como sair de casa e nunca olhar para trás, até que um dia dou por mim a divagar pela internet e deparo-me com a minha antiga casa. Um blog que começou e eu disse que nunca o iria abandonar e afinal de contas foi isso que eu fiz.
É tão arrepiante ver as teias das aranhas, o pó acumulado e sentir toda a culpa de ter abandonado algo que outrora foi tudo para mim.
Ainda andam por aí meus caros?

p.s.: quero agradecer a todos os que mandaram uns presentes e cartas e tudo o resto e que eu acabei por não agradecer, significou muito para mim :)

domingo, 13 de dezembro de 2015

A poesia na agonia

O que dizes a um coração partido? A uma alma ferida? A um amor perdido? A um pai ausente? A um coração sem sangue? O que dizes?
Talvez a poesia esteja um pouco no meu sangue e, talvez o que escrevo pareça um mar de rosas, porém não é. Pois quando vai e não volta; quando dói e não para; se magoa não desaparece e se a cabeça gritar e andar às voltas com certeza não vira poesia. Do que já escrevi, o que menos gosto de ler foi tudo aquilo que digitei no momento. Quando estamos no momento tudo machuca mais e sente-se com uma grande intensidade.
A beleza não está na morte, nem na dor, nem nos sentimentos que nos destroem, mas nas palavras que usamos para os descrever.
O que outrora era uma ferida, continua uma ferida contudo, pelo menos agora, podemos acompanhar a agonia com um belo texto.

domingo, 6 de dezembro de 2015

Os Cravos

Adoro cravos. Sempre que a minha mãe me pede para escolher flores, escolho cravos. Não me importa a cor, desde que, sejam cravos. E podem ser grandes ou pequenos, abertos ou fechados, mas eu gosto de cravos.
Eu gosto de cravos e eles são tão baratos, por isso, o meu futuro homem não têm desculpas para não me dar 1001 cravos. Não quero verdes, não quero alfinetes, nem caixas nem nada. Eu só quero cravos, todos amarrados, nem que sejam por um elástico.

sábado, 28 de novembro de 2015

Encontrei-te por acaso!

Encontrei-te por acaso; estavas perdido na rua e ainda não sei se choravas ou se eram as gotas da chuva que escorriam pela tua cara. Demos as mãos porque até encaixavam muito bem uma na outra. Trouxe-te para casa, dei-te uma sopa, vesti-te o pijama e beijei-te, e talvez tu nem te importasses de ficar ali para sempre, contudo; a noite passou e de manhã já estavas noutra cama. 
Encontramos o amor pelos cantos a chorar e esperamos que fique connosco.
As nossas vidas são retas perpendiculares, e formam 90 graus tão perfeitos, pelo caminho intersetam-se num ponto e é de esperar que esteja tudo bem. Está tudo bem comigo, ando sozinho no plano por tanto tempo que o fundo já é colorido, mas; porque não vens tu preparado?! Qual é a razão do nosso ponto de intersecção não ter assim umas coordenadas compostas por números naturais?!
Encontramos o amor pelos cantos a chorar e esperamos que fique connosco. E tu não queres ficar, está tudo bem comigo, o plano já é colorido.